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Indústria – o espaço é o limite

24.05.19 AHK-Wirtschaftsnews

A indústria alemã apelou ao Governo Federal para aumentar o seu investimento no setor aeroespacial. Na era digital, este é um setor-chave para a indústria e para as tecnologias do futuro como a condução autónoma. Esta é a conclusão de um documento de orientação que a Associação da Indústria Alemã (BDI) apresentou esta semana. Apesar de a Alemanha ser uma das nações líderes na indústria, esta realidade não se reflete no orçamento dedicado à atividade aeroespacial, na qual o país se encontra apenas no nono lugar a nível mundial.

O setor aeroespacial é encarado pela BDI como um “motor para a inovação”. Face ao seu crescente significado na economia digital, é fundamental que o orçamento que lhe é dedicado seja consideravelmente incrementado. Em 2018, a Alemanha dedicou 285 milhões de euros ao seu Programa Nacional para o Espaço e a Inovação, enquanto a vizinha França investiu, no mesmo período, 726 milhões de euros.

Passados 50 anos da chegada do homem à luca, a BDI defende que a Alemanha deve desempenhar um “papel central” nas viagens espaciais. A lua poderá ter também o potencial para servir de estação intermédia numa futura viagem a Marte. Já hoje a Alemanha é considerada um dos principais produtores de um módulo técnico fundamental para os próximos veículos espaciais tripulados dos Estados Unidos.

Além de um regresso à lua, a BDI apresenta ainda um outro tema para o futuro: a indústria extrativa espacial. A evolução tecnológica permite já encarar a exploração de minérios no espaço como uma realidade possível. Até agora, o Luxemburgo é o único país europeu que já dispõe sobre legislação específica para a exploração de matérias-primas no espaço.

 

Fonte: dpa