Mais de um milhão de postos de trabalho por ocupar

10.11.17 AHK-Wirtschaftsnews

O mercado de trabalho na Alemanha vive tempos únicos. De acordo com os dados do Instituto de Investigação do Mercado de Trabalho e do Emprego (IAB), no terceiro trimestre de 2017 havia no país cerca de 1,1 mil milhões de postos de trabalho por ocupar, mais 174.400 que no trimestre anterior.

Cerca de um terço dos empregos disponíveis são em pequenas empresas, com um máximo de 49 funcionários. Alexander Kubis, do IAB, informa que a procura de pessoal aumentou “sobretudo na indústria transformadora e no setor dos transportes e armazenagem”.

No entanto, a oferta e a procura de trabalho nem sempre combinam. De acordo com um trabalho de investigação do Deutsche Bank, as empresas procuram sobretudo quadros qualificados. Cerca de 16 porcento dos lugares disponíveis pedem uma licenciatura e 64 porcento uma formação profissional concluída. Quase metade dos desempregados (1,26 mil milhões de pessoas) não tinham, no ano passado, uma formação profissional completa.

Um outro estudo, da autoria da DZ Bank, revela que a falta de quadros qualificados afeta negativamente as PME alemãs (o “Mittelstand”, um dos pilares da economia alemã). Um inquérito levado a cabo junto de 800 empresas revelou que 57 porcento sente a falta pessoal qualificado, o que se traduz no aumento de horas de trabalho dos colaboradores e, por consequente, o aumento dos custos do trabalho, o que afeta a competitividade. 56 porcento das empresas com um volume de negócios anual de 0,5 a 50 milhões de euros afirma mesmo ter que recusar contratos porque não tem pessoal para executar o trabalho.

Também o investimento das empresas é afetado pela falta de colaboradores qualificados, o que, na opinião de Stefan Zeidler, do DZ Bank, pode colocar em risco a economia alemã. Entre as profissões com mais procura estão os especialistas em Tecnologias da Informação e digitalização.

A falta de recursos humanos leva a um aumento dos salários, colocando em risco a competitividade das empresas. Muitas das empresas do “Mittelstand” alemão aguardam que o Governo Federal contribua para uma melhoria da situação através de uma política de imigração consistente ou de um reforço do investimento em formação profissional.

Fonte: dpa