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Acordos comerciais internacionais com consequências na economia alemã

05.07.19 AHK-Wirtschaftsnews

Depois do anúncio de que a China e os Estados Unidos iriam retomar as negociações económicas e comerciais, vários analistas alertaram para os benefícios e para os riscos que estas negociações representam para a economia alemã. Assim, Marcel Fratzscher, presidente do Instituto Alemão de Pesquisa Económica (DIW) e Clemens Fuest, do Instituto Ifo, também de pesquisa económica, não acreditam que, a curto prazo, a resolução do conflito entre os Estados Unidos e a China represente uma melhoria para a conjuntura económica alemã. Estes dois economistas colocam as suas expetivas mais otimistas no acordo entre a União Europeia e os paíse sul-americanos do Mercosur.

Também Eric Schweitzer, presidente da Confederação das Câmaras de Comércio e Indústria Alemãs, mostra-se otimista em relação ao acordo com o Mercosur: „Esta é uma boa notícia para as empresas alemãs num momento em que a conjuntura não se apresenta muito favorável“. Da mesma opinão é Holger Bingmann, presidente da Associação de Comércio por Grosso, Comércio Externo e Serviços (BGA), que se mostrou „extremamente feliz“ pelo facto de estas negociações finalmente terem chegado a bom porto. Schweitzer espera que o acordo com o Mercosur facilite o acesso das empresas alemãs de setores como a construção de máquinas, de automóveis e alimentar aos mais de 260 milhões de consumidores que se encontram neste mercado.

Joachim Rukwied, da Associação dos Agricultores Alemães, mostra-se mais cético relativamente às consequências positivas destes acordos: „As diferentes regulamentações no que diz respeito à proteção ambiental e climática e referentes ao uso de antibióticos num cenário de forte competitividade podem constituir uma ameaça às empresas familiares alemãs. A agricultura não pode ser sacrificada em nome da indústria automóvel“.

No entanto, para muitos analistas, os acordos de comércio livre são um sinal importante contra os atuais conflitos comerciais, como confirma o presidente da BGA: „O acordo entre a União Europeia e o Mercosur estabelece a maior zona de comércio livre do mundo e é um aviso claro contra o crescente protecionismo que se faz sentir em todo o mundo“.

 

Fonte: dpa