O Governo Federal aprovou uma nova estratégia para startups e scaleups, destinada a melhorar as condições estruturais para as empresas inovadoras, desde a sua criação até à expansão internacional. Entre as medidas previstas incluem-se melhores condições de financiamento, menos burocracia e um reforço da transferência de conhecimento da investigação para produtos comercializáveis.
"Com a estratégia para startups e scaleups do Governo Federal, estamos a lançar as bases para a próxima geração de líderes mundiais de mercado alemães", afirmou a ministra da Economia, Katherina Reiche. A estratégia assenta em três objetivos: facilitar a criação de empresas, acelerar o seu crescimento e assegurar que a inovação permanece na Alemanha. Para tal, o Governo Federal pretende reduzir os entraves burocráticos, mobilizar mais capital de risco, tanto público como privado, e incentivar a criação de empresas spin-off a partir de universidades e instituições de investigação.
A estratégia atribui igualmente especial importância às tecnologias do futuro, como a inteligência artificial. Pela primeira vez, as startups dos setores da segurança e da defesa são também expressamente abrangidas. Segundo o Governo Federal, a estratégia integra cerca de 150 medidas de diferentes ministérios. O documento foi elaborado com a participação do ecossistema de startups, tendo sido incorporados cerca de 300 contributos, bem como os resultados de dez workshops. A implementação deverá iniciar-se ainda durante a presente legislatura e será acompanhada por relatórios anuais de progresso.
O setor das startups na Alemanha tem vindo a captar, nos últimos tempos, um volume de investimento significativamente superior. No primeiro semestre de 2026, as empresas receberam, no total, 5,3 mil milhões de euros de investimento proveniente de fundos de capital de risco, segundo um estudo publicado pela consultora EY-Parthenon. Este valor representa um aumento de 14% face ao período homólogo. No entanto, o montante foi distribuído por um menor número de rondas de financiamento: o número de operações diminuiu 11%, para um total de 354.
Fonte: deutschland.de, dpa, Spiegel Online