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Luís Montenegro na Alemanha: Portugal é parceiro estratégico

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Na sua visita a Berlim, o primeiro-ministro apela a maior integração económica e destacou que os dois países partilham o impulso para a reforma.

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@ Joao Pedro Domingos

O primeiro-ministro português Luís Montenegro defendeu em Berlim o reforço da cooperação económica e política entre Portugal e a Alemanha, sublinhando que ambos os países devem “partilhar o mesmo horizonte” no contexto europeu.

Num discurso proferido no “Wirtschaftstag”, uma das principais conferências económico-políticas da Alemanha organizada pelo Wirtschaftsrat da CDU e que reúne cerca de 3000 empresários, Montenegro sublinhou que “Portugal e a Alemanha têm vivido sempre sob o mesmo céu europeu”, assinalando: “nunca como hoje tivemos tanto potencial para partilhar o mesmo horizonte”. Nesse sentido, Montenegro defendeu que Portugal deve ser visto “não simplesmente como mais um ator europeu, mas como um parceiro estratégico”.

Ao lado do Chanceler alemão, o Primeiro-ministro destacou a convergência entre Lisboa e Berlim em matéria europeia, sustentando que ambos os países partilham “o impulso para a reforma e simplificação, a ambição de mais competitividade e crescimento, e a mesma fome de resultados”, sublinhando ainda a proximidade política com Friedrich Merz, com quem disse contar “nos temas mais importantes do projeto europeu”.

O líder do governo português procurou também apresentar o país como um caso de transformação económica, recordando a resposta à crise da dívida soberana de 2011.

“O que se seguiu não foi apenas um ajustamento. Foi uma transformação”, sustentou, destacando a redução do défice público, o regresso a excedentes orçamentais consecutivos e o aumento do peso das exportações no PIB, de cerca de um terço em 2011 para 44% em 2025.

“Portugal já não é definido pela vulnerabilidade, mas pela força, resiliência e crescimento”, destacou, aplaudido pelos empresários na sala.

O chefe do Governo destacou ainda as vantagens estruturais do país, como a localização atlântica, a centralidade entre Europa, América e África e o papel das infraestruturas digitais e logísticas, sublinhando que estas características são relevantes num contexto de reconfiguração das cadeias de abastecimento globais.

No plano europeu, Montenegro defendeu uma União Europeia mais competitiva, menos burocrática e mais orientada para o crescimento, sublinhando que “não há competitividade sem convergência e coesão”. Alertou ainda para a necessidade de aprofundar o mercado interno e de criar um fundo europeu de competitividade capaz de apoiar o investimento e a inovação.

Dirigindo-se diretamente aos empresários alemães, Montenegro salientou a complementaridade entre os dois países, apontando a engenharia e capacidade de planeamento alemãs e a capacidade portuguesa de adaptação e execução. “Juntos, estas qualidades são uma combinação poderosa”, afirmou, acrescentando que este é o momento de reforçar a relação bilateral e de atrair mais investimento.


 

Fonte: Dinheiro Vivo, Lusa  

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