A Hays Portugal identifica cinco características que vão distinguir os perfis de liderança em 2026 e que serão determinantes para o sucesso das organizações.
· Literacia algorítmica e de IA: Mais do que compreender tecnologia, os executivos terão de definir políticas de utilização, transparência nos algoritmos e gerir riscos associados à IA. Esta competência será crítica para assegurar decisões fiáveis e conformidade ética num mundo orientado por dados.
· Equilibrar ecossistemas de talento e parcerias: A vantagem competitiva deixa de estar apenas dentro de casa. Os líderes que se destacam são os que constroem ecossistemas que combinam equipas internas, contracting e fornecedores tecnológicos, criando modelos de colaboração claros e orientados para objetivos comuns.
· Agilidade mental e capacidade de reaprender: Num mundo onde a informação evolui e novos dados surgem a cada dia, a humildade para “desaprender” e a agilidade para reaprender rapidamente serão competências fundamentais. Líderes que cultivem uma postura de humildade e curiosidade terão uma clara vantagem.
· Liderança ética e humana na era da IA: No atual contexto de adoção tecnológica, o elemento diferenciador estará em quem alia pensamento crítico, decisões justas, capacidade de inspirar equipas, e manter parcerias e culturas saudáveis. Liderar será menos sobre processos e sistemas, e mais sobre relações de longo prazo e o fator humano.
· Coragem para manter o foco e os objetivos: Não é necessário reagir a cada pequena mudança ou novidade sem razão aparente. Num mercado que apresenta desafios novos a cada minuto, a habilidade para assegurar estabilidade, transmitir confiança e manter a visão é crucial. Executivos que lideram com clareza e tranquilidade, mesmo perante volatilidade, serão altamente valorizados e respeitados.
Mário Rocha, Business Director e responsável por Executive Search na Hays Portugal, comenta: "Em 2026, não bastará ter visão estratégica; isso é o mínimo. Os executivos que vão marcar a diferença serão aqueles que questionam, que desafiam a lógica da automatização e que conseguem manter a confiança de equipas e parceiros quando tudo muda a uma velocidade sem precedentes. Liderar será menos sobre controlar e mais sobre inspirar, decidir com ponderação, demonstrar coerência e transformar disrupção em vantagem competitiva."
Fonte: Hays Portugal