Logótipo de Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã

HENNIG lança primeira pedra de única fábrica na Zona Industrial do Pincho

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Com cerimónia agendada para breve e arranque da atividade prevista para início de 2028, multinacional promete reposicionar concelho como polo industrial tecnológico relevante na transição digital europeia

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A HENNIG vai instalar uma unidade de produção na futura Zona Industrial do Pincho, que se encontra em fase de execução na freguesia de Alhadas. A cerimónia do lançamento da primeira pedra para a execução da obra da multinacional alemã está marcada para breve, devendo realizar-se ainda este mês, e a conclusão da fábrica está prevista para o início de 2028. Recorde-se que a empresa adquiriu a totalidade dos lotes disponíveis, numa área de 107.000 metros quadrados, e o investimento de 50 milhões de euros visa responder à forte e crescente procura global no setor dos centros de dados. Por isso, a escolha da Figueira da Foz não foi ao acaso.

 

Em declarações ao Diário de Coimbra sobre a estratégia do grupo, Robert Schwaiger, CEO da HENNIG PORTUGAL, Lda., destaca que a região oferece uma «excelente localização logística», combinando a proximidade a infraestruturas de transporte essenciais, como a A17 (nó de Quiaios), e a portos marítimos (Figueira, Aveiro e Leixões), o que irá permitir abastecer, atualmente, de forma rápida e eficiente, o mercado europeu e, no futuro, o mercado transatlântico. 

«Temos componentes pesados, ou seja, máquinas enormes de 160 toneladas, por isso, é difícil transportá-las. Procurámos o melhor país pela localização estratégica a mercados europeus-chave, assinámos um acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã e no final escolhemos a Figueira da Foz. Analisámos a logística e a proximidade à autoestrada, mas decidimos, sobretudo, pelo apoio que recebemos da Câmara Municipal, que tem estado sempre dispo nível para colaborar connosco, pois temos um grande projeto para centros de dados em Portugal», explica o CEO da HENNIG.

 

Refira-se que a empresa pretende começar em 2028 a produção de contentores para geradores na unidade da Zona Industrial do Pincho. Entre tanto, está instalada de forma “provisória” na freguesia de Santana, com o arrendamento a 10 anos de um edifício para escritórios, formação de equipas e desenvolvimento de protótipos. Mesmo ao lado das instalações da HENNIG está atualmente em construção uma nova unidade da multinacional alemã para produção de tanques de combustível diesel, que deverá começar a laborar já em outubro deste ano. 

 

Assim, os novos complexos industriais vão precisar de emprego qualificado e diversificado, que vai desde a engenharia altamente especializada até às funções de montagem final na linha de produção. 

 

«Precisamos acima de 450 postos de trabalho. Serão cerca de 10 no escritório, 40 aqui no armazém ao lado e 400 na fábrica no Pincho. A expectativa é criar 450 empregos diretos, mas indiretos serão mais de vido aos fornecedores», indica Robert Schwaiger ao nosso jornal.

 

Mais do que o impacto económico direto, o líder da HENNIG sublinha o forte compromisso social que a empresa assume em território nacional. Por um lado, a multinacional pretende colaborar ativamente com universidades e institutos portugueses com o objetivo central de investir na formação de jovens, a fim de criar condições atrativas para fixar o talento em Portugal. 

 

Por outro lado, a empresa quer implementar na Figueira da Foz uma cultura corporativa de respeito e diversidade, uma vez que os planos de recrutamento valorizam a integração de colaboradores de várias nacionalidades e asseguram a inclusão efetiva de pessoas com deficiência, à semelhança do que já acontece nas unidades dos EUA e da Europa. 

 

«É muito importante todos partilharem este investimento, porque no final do dia trata-se de trabalharmos juntos. Temos as nossas regras e a prioridade é sempre o respeito por todos, independentemente da religião, género, cor da pele ou idade. Nos Estados Unidos temos muito sucesso com mulheres a fazer a parte elétrica, pois trabalham com mais precisão do que os homens. Além disso, temos também oportunidade para pessoas com deficiência. Por exemplo, em Munique temos uma excelente equipa de pessoas com deficiências auditivas que leem os lábios e trabalhamos com sucesso», destaca Robert Schwaiger.


Fonte: Diário de Coimbra

 

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