A terceira edição foi lançada a 9 de junho, na Feira Nacional de Agricultura, e volta a abrir candidaturas a produtores portugueses que pretendam comercializar os seus produtos nas lojas Lidl.
Criado originalmente em 2020, num contexto de apoio aos produtores afetados pela pandemia, o programa tem vindo a ganhar dimensão dentro da estratégia de portugalidade da insígnia. Segundo o Lidl, as edições anteriores permitiram alargar a carteira de fornecedores nacionais, impulsionar negócios regionais e criar novas oportunidades de distribuição a nível nacional e internacional.
Candidaturas abertas até 31 de julho
As candidaturas à terceira edição do “Da Minha Terra” estão abertas até 31 de julho, através do site lidl.pt. O processo de seleção terá em conta critérios de qualidade, potencial dos produtos e capacidade de fornecimento. A iniciativa destina-se a empresas portuguesas de diferentes dimensões, mantendo o foco nos pequenos produtores, mas alargando o âmbito também a organizações de maior dimensão.
Nesta edição, o programa está orientado para produtos transformados e inovadores, distribuídos por quatro categorias. A categoria Herança inclui queijos e enchidos DOP, IGP ou regionais. A categoria Tradição é dedicada a bolos, biscoitos e doçaria conventual. Já a categoria Essência abrange azeites, vinagres, condimentos e molhos, produtos ligados à gastronomia nacional. A grande novidade desta edição é a categoria Inovação, pensada para produtos que apresentem novas propostas dentro do melhor que Portugal tem para oferecer.
Para frutas, legumes e vinhos, o Lidl mantém os seus canais habituais de fornecimento e contacto.
Programa mais abrangente e colaborativo
A terceira edição do “Da Minha Terra” apresenta-se como a mais abrangente até agora. Além de procurar novos produtos portugueses para integrar a rede de lojas, o Lidl pretende criar uma rede viva de partilha de experiências entre produtores, promovendo momentos de encontro ao longo do ano.
O objetivo passa por facilitar a integração de novos fornecedores, fomentar contactos e incentivar a cooperação entre empresas portuguesas, transformando o programa numa plataforma de colaboração e não apenas num processo de seleção comercial.
“Estamos muito gratos pela adesão e pelo feedback que temos tido com esta iniciativa. Nas edições anteriores foi possível ver o impacto real que este programa tem, não só na esfera empresarial, mas também nas economias locais”, afirma Alexandra Borges, Diretora-Geral de compras do Lidl Portugal.
A responsável sublinha que, com esta nova edição, a insígnia renova o compromisso com os produtores nacionais. “Além de alargarmos as categorias elegíveis a que se podem candidatar, criámos uma rede para fomentar a troca de experiências e de contactos, incentivando a sua entreajuda”, acrescenta.
Faturação cresceu mais de 400% em alguns produtores
De acordo com o Lidl, o histórico do programa inclui casos de produtores que registaram aumentos expressivos de faturação, em alguns casos superiores a 400%.
A insígnia refere ainda que parceiros selecionados nas edições anteriores expandiram instalações, aumentaram a compra de matérias-primas locais em cerca de 25%, criaram postos de trabalho nas respetivas regiões e começaram a exportar para outros países do grupo Lidl.
Para Hélder Rocha, CEO do Lidl Portugal, o programa reforça o papel da insígnia como parceiro da economia nacional. “Com mais de três décadas de história em Portugal, consolidámo-nos como um motor estratégico de investimento e uma autêntica âncora de estabilidade para a economia nacional”, afirma.
O responsável acrescenta que o Lidl redefiniu o conceito de portugalidade “ao operar com um nível de integração local tão profundo” que se assume como “um parceiro fundamental e estruturante do país”.
Fonte: Grande Consumo